Lídia e Bárbara, das Nove às Cinco

 

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Conheci a Lídia e a Bárbara numa conversa informal e animada. Só tínhamos falado por e mail e telefone para marcarmos o nosso encontro mas já estava ansiosa.  Tive um feelling que ia gostar logo delas.As duas formam a equipa por trás da plataforma  “Das Nove Às Cinco”, que promove a entre-ajuda, dá a conhecer histórias de vida e pretende ajudar as mulheres na conciliação entre a vida profissional e familiar.

Contaram-me como nasceu esta ideia e como puseram mãos à obra e passaram do sonho à realidade.

A Lídia é copywriter numa multinacional e a Bárbara, marketeer freelancer. São mães e sentiram na pele a dificuldade em conciliar o horário profissional tradicional,das nove às cinco, com a exigência da recém maternidade. A Bárbara antes de ser mãe tinha uma carreira estável numa multinacional mas como muitas de nós, com horários muito além dos convencionados, perdia tempo de qualidade com o seu filho. Foi depois de ser mãe que decidiu abandonar o seu emprego estável e ser dona do seu tempo, tornando-se freelancer. Agora faz a gestão de acordo com as suas necessidades, consegue acompanhar o filho no colégio, ou ficar em casa quando está doente ,sem sentir a pressão e os olhares incómodos por parte dos colegas quando surgem imprevistos. A Lidia confidenciou-me que ainda não teve coragem “para dar o salto”, sente-se feliz com a profissão que tem e o encaixe monetário mensal é essencial. Esse é uma das grandes dificuldades inerentes à decisão de quem fica em casa . Ou perdemos tempo de qualidade na vida dos nossos filhos, tempo que não volta atrás , ou perdemos qualidade de vida com um orçamento mensal reduzido. Vivemos num país em que infelizmente a maternidade ainda não é vista com a importância que deve, a mulher ainda é discriminada profissionalmente depois de ter filhos, ainda perde oportunidades de carreira por ser mãe, quando o “ser mãe” devia ser visto não como uma falha mas como uma mais valia, uma soft skill essencial em tantas vertentes. Mas não é só profissionalmente que está presente uma certa discriminação . A Bárbara admite, entre dentes, que logo após ter tomado a decisão de ser mãe a tempo inteiro , sente um certo preconceito.

“É mais ou menos assim: Se trabalhamos a tempo inteiro somos más mães, se ficamos em casa somos preguiçosas e não gostamos de trabalhar.” – Confidenciou-me.

Está tanta coisa errada neste raciocínio que posso escrever mais do que um artigo sobre o tema e mesmo assim ficariam coisas por dizer.

Por isso, a plataforma que juntas criaram nasceu da necessidade e vontade de mudar mentalidades e provar  que é possível conciliar as duas valências: a pessoal e a profissional. É possível caminharem de mãos dadas, com uma melhor política de recursos humanos por parte das empresas, cedências e adaptação a horários e necessidades familiares, assim como empenho e vontade, ambição por parte da mulher que trabalha.

As mulheres são capazes de tanta coisa fantástica que esta simples alteração da realidade não devia ser um problema. Não devia ser um problema ser mãe e ser mulher.

A Lídia e a Bárbara vão dando exemplos e escrevendo sobre esta necessidade crescente de alertar para o problema criado por preconceitos sociais, pela discriminação feminina no mundo profissional e na afectação pessoal inerente à qualidade de “ser mãe”, com o objetivo visionário de tornar a nossa sociedade um pouco mais compreensiva com a família, à semelhança do que acontece já em alguns países europeus onde as leis do trabalho são mais conciliadores.

Por nós vamos acompanhando esta plataforma fantástica www.dasnoveascinco.pt

 

E o meu feeling estava certo! Mulheres como Tu, e como eu !

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Sofia Franco

(sem filtro)

 

Mulheres como Tu

Escrever já me trouxe muita coisa boa, mas eu queria mais.  Sempre me senti ligada a temas do mundo feminino, queria ver e conhecer outras pessoas, mulheres com quem pudesse aprender, crescer e ao mesmo tempo inspirar outras.

Assim nasceu este projeto: Mulheres como tu.

Para já, ao longo deste ano, mas espero que continue em permanência no blog, vou encontrar-me, conhecer, falar e apresentar-vos mulheres das mais diferentes àreas, com experiências e histórias de vida únicas que como nós sentem dificuldades, passam por momentos menos bons. São vidas vividas à sua maneira, com semelhanças e diferenças para as nossas, mas com quem podemos aprender e talvez inspirar-nos para aquele projeto que temos vontade mas falta coragem, que sentimos necessidade mas falta o tempo.

Senhoras e senhores, Mulheres como tu!

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